Saquarema


Aniversário: 8 de maio
População: 63.232 habitantes
Área do Município: 341Km2
Principais Atividades Econômicas: Agricultura e Agropecuária

Segundo os historiadores, em 1530, D. João III, rei de Portugal, reconhecendo que o sistema de “exposições” para guardar as costas do Brasil exigia grandes sacrifícios e não apresentava resultados satisfatórios, por falta de pontos, onde se provesse de mantimentos e de homens, resolveu fundar uma colônia nas margens do Rio da Prata.

Para levar a bom término esse intento, mandou organizar uma frota composta de 2 naus, 1 galeão e 2 caravelas, com cerca de 400 pessoas, entre tripulantes e passageiros.

Por força de uma Carta Régia datada de 20 de novembro de 1530, D. João III confiou a direção dessa frota a Martim Afonso de Souza, dando-lhe poderes extraordinários, entre os quais, o de “tomar posse e colocar marco em todo o território até a linha demarcada.”

A frota zarpou do porto de Lisboa em 3 de dezembro de 1530, chegando à baía de Todos os Santos, depois do desmembramento de uma parte que se dirigiu para o norte, em 13 de março de 1531. No dia 17 deste último mês, Martim Afonso de Souza reiniciou a sua viagem para o sul. Passados dias, após contornar o Cabo Frio, fundeou no “Costão”, em frente ao antigo “Morro do Canto”, situado próximo à “Barra Nova”. Nesse local, encontrou, Martim Afonso de Souza, regular número de selvagens, da tribo dos Tamoios, obedientes à chefia de um índio denominado “Sapuguaçu”. Habitavam os nativos em choças construídas em troncos de árvores e cobertas com palhas de “tabua” ou “Pita”. Suas embarcações feitas de um só tronco, eram ligeiríssimas, causando surpresa a rapidez e a perícia com que eram dirigidas.

Abastecidos os seus navios, de água, lenha e frutos nativos, prosseguiu Martim Afonso de Souza sua viagem, abandonando as plagas de “Sóco-Rema”, denominação dada pelos indígenas, segundo reza a tradição, à zona lacustre, em virtude da existência, de numerosos bandos de aves pernaltas, conhecidas pelo nome de “Socós”.

Quatro anos após essa visita, o rei D João III, buscando uma solução menos dispendiosa para o problema de colonização do Brasil resolveu dividi-lo em Capitanias Hereditárias. Foi devido à concretização desse desejo real, que as terras do atual Município de Saquarema, no ano de 1534, passaram a pertencer a Martim Afonso de Souza, por se encontrar dentro dos limites fixados para a Capitania de São Vicente a ele doada nesse ano.

Dada a extensão do território da Capitania, muitos anos se passaram antes que as terras de Saquarema recebessem os benefícios da civilização. Só em 1594, os padres da Ordem do Carmo por elas se interessaram, pleiteando e obtendo, em 5 de outubro desse ano, a doação de algumas sesmarias localizadas na região.

No lugar hoje denominado Carmo, próximo a Ipitangas, iniciaram os religiosos, logo ao chegar, a construção de um convento a que denominaram Santo Alberto e do qual, no presente, existe, apenas, como recordação, a imagem de seu padroeiro, venerada em um dos altares da atual igreja-matriz.

Após a chegada dos carmelitas, outras sesmarias foram concedidas nas redondezas das suas, o que motivou a criação de várias fazendas nas terras de Saquarema.

Em 1660 ou 1662, Manoel Aguilar Moreira e sua esposa, D. Catarina de Lemos, desejando proporcionar assistência religiosa aos habitantes de sua fazenda e das já existentes na vizinhança, fizeram erguer uma capela em honra a Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema, justamente no local onde hoje se ergue a igreja-matriz. Por influência do Bispo do Rio de Janeiro, D. José de Barros Alarcão, pouco tempo depois de inaugurada foi ela reconhecida como capela curada e filial da Matriz de Nossa Senhora de Assunção de Cabo Frio.

Em 1675, estando já em situação precária o edifício da capela, foi o seu prédio substituído por um de maiores dimensões construído de pedra e cal.

Pouco menos de um século mais tarde, em vista do progresso observado na localidade, o governo, a instância dos moradores da região, resolveu, por força de um alvará, datado de 12 de janeiro de 1755 conceder ao curato de Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema, o procedimento de freguesia, constando das crônicas, ter sido seu 1º vigário o padre Antônio Moreira.

Com o correr dos anos, prosperando a freguesia, e não condizendo mais a amplitude de seu templo com esse progresso, os habitantes da margem setentrional da lagoa de Saquarema requereram permissão ao Bispo D. José Caetano da Silva Coutinho, em 1820 para levantar nova matriz. Pediam, também, os signatários desse documento, que o novo templo fosse erguido, não no local onde se achava o antigo, na fronteira com mar, mas sim em um ponto mais central, que oferecesse maior facilidade de acesso ao povo.

Atendendo a essas ponderações e ao mau estado em que já se encontrava o templo antigo, mandou o Bispo citado, por provisão de 12 de maio de 1820, que fosse construída nova matriz no lugar denominado Boqueirão do Engenho, dentro das 50 braças de terra que, para esse fim, doara o tenente José de Almeida. Entretanto, essa mudança não se verificou, em virtude da viva oposição que a parte conservadora da população ofereceu à idéia desse deslocamento. Vitoriosa a resistência dos tradicionalistas que desejavam conservar a matriz em seu primeiro lugar, iniciou-se, imediatamente, a construção do novo templo, no qual trabalharam, gratuitamente, homens, mulheres e crianças do povo, que até pedras carregavam para a sua edificação.

Concluídas as obras, em 1837, por uma questão de fato, ficaram automaticamente derrogadas as instruções exaradas na provisão de 12 de maio de 1820.

Em 1841, passados, alguns anos da construção dessa nova matriz, tal era o progresso verificado na sede da freguesia, e nas povoações circunvizinhas, que o Visconde de Baependi, então vice-presidente da Província resolveu, por força da lei número 238, de 8 de maio desse ano, elevar a freguesia à categoria de município. O artigo 1º dessa lei rezava: “Fica criada uma – vila – no arraial denominado- Nossa Senhora de Saquarema- conservando o mesmo título. A nova vila ficará pertencendo à comarca de Cabo Frio”.

Instalada a vila, curta foi a sua existência, dezoito anos depois, por efeito do Decreto número 1.128, de 6 de fevereiro de 1859, retornou ela à categoria de Freguesia. Esse Decreto estava assim redigido: A sede do município de Saquarema fica transferida para o lugar de – Mataruna – na freguesia de São Sebastião de Araruama, e elevada à categoria de – vila – com a denominação de Vila de Araruama, a qual será instalada logo que os habitantes da localidade apresentarem casas preparadas e mobiliadas a sua custa, para as sessões da Câmara municipal e do juiz.

Feridos em seus brios, os habitantes de Saquarema protestaram junto aos poderes competentes, conseguiram que a localidade fosse, por força do Decreto número 1.180 de 24 de julho de 1860, reintegrada na categoria de vila, durando assim, apenas um ano, os efeitos do decreto número 1.128, citado, que a espoliara desse título. A reinstalação do município verificou-se a 29 de janeiro de 1861, entre grandes manifestações de júbilo, por parte de seus moradores.

Por essa época, já bem próspera era a agricultura em Saquarema, onde importante foi a contribuição do elemento negro escravizado. A crueldade com que eram tratados todos os escravos pelos antigos fazendeiros locais, motivou um êxodo considerável de trabalhadores rurais, tão cedo começaram a surtir efeitos as determinações abolicionistas contidas na Lei Áurea, promulgada em 1888.

Já no período republicano, em 3 de janeiro de 1890, a vila de saquarema, atingiu sua completa maturidade, em virtude de lhe ser conferida, nessa data, por efeito do decreto número 28, elevou-se a categoria de cidade.

Como chegar

  • Via Rodovia Amaral Peixoto
    (Saindo da Ponte Rio-Niterói, seguir a Alameda São Boa Ventura, entrar na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), até Bacaxá e virar à direita seguindo a (RJ-128) de Bacaxá até Saquarema).
  • Via Rodovia Niterói-Manilha
    (Acesso saindo do pedágio da Ponte Rio- Niterói, tomando a direção mais esquerda, estrada Niterói- Manilha seguindo até alcançar a Via Lagos(Rod. com pedágio). Entorno de 100m após o pedágio turnar à direita em direção à estrada Latino Mello alcançando Bacaxá na altura do posto Texaco. Seguir à esquerda e depois à direita tomando a rua principal, Francisco Fonseca, praça de Santo Antônio e após seguir pela Av. Saquarema até chegar no 1º distrito do municipio denominado Saquarema).

Pontos turisticos

  • Áreas de pesca
  • Lagoa de Jaconé
  • Lagoa de Saquarema
  • Restinga de Massambaba
  • Restinga de Saquarema
  • Praia Boca da Barra
  • Praia de Itaúna
  • Praia de Jaconé
  • Praia de Massambaba
  • Praia de Saquarema
  • Praia do Canto/Vila
  • Praia do Meio/ Praia da Barra Velha

Prefeitura Municipal

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Estrutura da Prefeitura

Controladoria Geral do Município

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