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Maricá quer aumentar ajuda a dependente químico

A orientação é da primeira dama de Maricá, Rosangela Zeidan: o município, através da Subsecretaria de Prevenção e Combate à Dependência Química da Secretaria de Direitos Humanos, vai aumentar a área de atendimento ao dependente químico como forma de resgate da cidadania.

Em busca de parceiros, uma equipe da Prefeitura visitou, na quinta-feira (15), o Projeto Livres-Proliv, uma organização não-governamental que funciona em uma fazenda alugada no bairro do Retiro, onde 32 dependentes vivem em regime de internato durante três meses até se reenquadrarem ao convívio social.

“A base da recuperação é a laborterapia, uma técnica que resgata os valores éticos do indivíduo. É claro que não é só isso, pois o que rola mesmo a partir do momento em que eles chegam aqui como derrotados é um espírito de camaradagem, que supera qualquer dificuldade material que por acaso atravessemos. Essa situação é criada nas chamadas reuniões de sentimento”, explica Pedro, um dos coordenadores do Proliv, ele mesmo um ex-dependente. “Fui preso por tráfico de drogas no Complexo do Alemão e graças ao humanismo da procuradora Loise Ellen, meu anjo da guarda, fui transferido do Instituto Padre Severino para um programa de recuperação através do trabalho. É bom registrar que doutora Ellen, com esse gesto, inaugurou a Justiça Terapêutica no Estado do Rio. Hoje, me orgulho em participar desse programa”, disse.

Daniel, outro dos coordenadores, juntamente com Carlão, disse que o Proliv não faz publicidade de seu trabalho social. “Os grandes divulgadores de nosso sucesso são as pessoas beneficiadas, que praticamente reviveram após uma passagem por aqui. De boca em boca, através da chamada tradição oral, nosso trabalho fica conhecido. Aqui nós aceitamos pessoas de todas as categorias sociais e não há qualquer tipo de discriminação religiosa; pelo contrário, o conforto espiritual sempre é necessário. Sete pessoas, além de voluntários, estão envolvidos no Proliv”, afirmou.

Participaram da visita, além da subsecretária Laura Maria Vieira, o superintendente Marcos Bompet, a subsecretária da Diversidade Religiosa, Mônica Fialho, a superintendente Liliane Nascimento, e o pastor Sérgio Luiz, presidente da Associação dos Ministros Evangélicos de Maricá.

De acordo com Marcos Bompet, a escolha do Projeto Livres ocorreu porque a entidade está localizada no município, o que facilita a captação de recursos junto ao governo federal. “Trata-se de uma parceria de alto nível”, disse Bompet. Ele informa que a população de Maricá pode procurar a Subsecretaria, pelo telefone 2637-1639/ 7897/ 7828, caso necessite de ajuda.

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