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Uma das mais antigas formas de vida do planeta é encontrada em Arraial do Cabo

O município de Arraial do Cabo é cercado por uma beleza incomparável e por isso recebe, não apenas turistas, mas também pesquisadores. A riqueza da vida silvestre e da vida marinha atrai, anualmente, centenas de estudantes, biólogos e cientistas interessados em descobrir o que há por trás de tanta riqueza.

E uma grande descoberta fez com que, recentemente, representantes da Secretaria do Ambiente de Arraial do Cabo, através dos Departamentos de Qualidade Ambiental e da Unidade de Conservação, participassem de uma reunião com a Câmara Técnica de Educação Ambiental do Consórcio Lagos São João. O encontro teve por objetivo discutir sobre o Brejo Espinho, que fica localizado no município cabista e informar aos representantes ambientais que o Brejo Espinho possui estromatólitos (estruturas formadas pela ação de cianobactérias em ambientes aquáticos) e que são consideradas as mais antigas formas de vida macroscópicas do nosso planeta, existindo desde o Arqueano até os dias atuais. Por isso, na reunião, foi traçada a proposta de um convênio para a divulgação e o emplacamento do Brejo, o que proporciona a geo conservação dos estromatólitos e consequentemente contribui com o turismo científico/geológico local.

Os estromatólitos são importantes porque a sua formação requer o “sequestro” de gás carbônico dissolvido na água e sua incorporação nas estruturas orgânicas; As cianobactérias são fotossintéticas, ou seja, usam a energia solar para produzir oxigênio e acredita-se que foram responsáveis por parte do surgimento do oxigênio da atmosfera terrestre. E são estruturas extremamente raras nos tempos recentes e, no Brasil, são somente conhecidos os casos do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo Kátia Mansur, do Departamento de Recursos Minerais - DRM-RJ, os pesquisadores que vêm estudando estas ocorrências há vários anos, acreditam que podem avançar ainda mais no conhecimento científico sobre os estromatólitos.

“Entende-se ser possível a obtenção de recursos referentes a créditos de carbono para seguir nas pesquisas iniciadas e, inclusive, ampliá-las no sentido de quantificar a emissão de O2 para a atmosfera e de CO2, retido nas estruturas que se formam”; explicou Kátia.

De acordo com o secretário do Ambiente, David Barreto, além de sua importância científica para o estudo de ambientes do passado da Terra, isso tem importância por sua raridade e singularidade e, também, por se constituírem em verdadeiras “florestas aquáticas” com a geração de O2 e o mecanismo de “sequestro de carbono”, num momento em que todos se voltam para soluções que revertam à possível ação humana na mudança climática global.

Uma nova descoberta que faz de Arraial do Cabo um município especial e grandioso para estudos, uma vez que é em Arraial do Cabo que ocorre o fenômeno Ressurgência. E mais, a cidade possui ainda Sítios Arqueológicos e raras espécies de plantas e de animais silvestres.

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