Realizada segunda captação de órgãos para doação no Hospital Público de Macaé
Por todo dia desta quarta-feira (28) o Hospital Público de Macaé (HPM) está em processo de segunda captação de órgãos promovida na Unidade. Na parte da manhã e início da tarde, está sendo realizada a retirada do coração e fígado, após será a captação dos rins que será transportado de helicóptero pelo Rio Transplante, que já está no local. Por último será realizada a captação dos ossos, cujo responsável pelo transporte é o Instituto de Trauma (Into).
O diretor-superintendente do HPM, Felipe Barreto, explica o processo:
“Para estes transplantes, lutamos contra o tempo. Já é a sétima tentativa, mas é a segunda vez que temos sucesso no processo. Muitas vezes a família aceita e acaba voltando atrás, ou não aceita mesmo doar. Ou ainda não dá tempo entre a retirada dos órgãos, transporte e o transplante propriamente dito. Isto devido a todos os processos burocráticos e técnicos que o processo imprime. Enfim, estamos realizando o transplante com sucesso e com todas as regras necessárias”; explica emocionado Felipe Barreto.
Os órgãos doados são do assistente de pedreiro, José Luiz dos Santos Bizerra (24 anos), morador do bairro Piracema, que teve morte cerebral, ontem à noite no HPM, após ter sido baleado por seis tiros, no bairro onde morava.
O secretário de Saúde, Eduardo Cardoso, presente neste momento no HPM, agradeceu aos familiares do jovem, em nome das pessoas que receberão os órgãos: “Agradecemos a família que fez a opção certa em um momento tão difícil, em um momento de muita dor. Agradeço em nome dos que receberão os órgãos”.
O secretário de Saúde também aproveitou o momento para falar do papel do HPM, que vem realizando o que se propôs desde o início do funcionamento, há seis anos, no município: “A equipe do Hospital trata de vida; trata antes, durante e depois da morte, em função da vida. Este é o papel do HPM, que vem cumprindo com maestria a sua função”.
O pedreiro Aloízio José Bezerra, pai da vítima e de outros sete filhos, ficou emocionado quando recebeu explicações sobre o processo da doação, mesmo passando por um momento muito difícil com a perda do filho: “A dor da perda de um filho é muito grande, mas sei que a doação vai servir para muitas pessoas. O pessoal do hospital foi quem conversou comigo e com a nossa família e explicou tudo. Isso é impressionante e muito bom”.
Todo o processo da doação é coordenado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante do HPM, composta pelos profissionais: enfermeira Cristina Lourenço, as ouvidoras Denize Neto e Paula Figueiredo, a psicóloga Maria do Carmo e o médico intensivista Maurileno Neves compõem a Comissão.





Olá blogueiro,
É muito importante também incentivar a doação de órgãos e conscientizar as pessoas sobre a importância deste gesto de solidariedade.
Para ser doador de órgãos não é preciso deixar nada por escrito. O passo principal é avisar a família sobre a vontade de doar. Os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. Divulgue a ideia e salve vidas!
Para mais informações: comunicacao@saude.gov.br
Minitério da Saúde