Projeto Macaé Flui está perto de se tornar realidade

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Projeto Macaé Flui está perto de se tornar realidadeFaltam cerca de três mil assinaturas para que a petição pública envolvendo o projeto de transporte seletivo Macaé Flui seja levada ao Ministério Público. O “abaixo assinado” disponível na versão online  e que vem sendo divulgado nas ruas da cidade desde julho de 2013, já conta com mais de 20 mil assinaturas e precisa alcançar 10% da população do município, que hoje é em torno de 230 mil habitantes.

O criador do projeto, Sandro Azevedo, comenta o andamento da situação. “Além da maior parte das assinaturas, já conseguimos o apoio de todos os vereadores. Falta pouco para nós conseguirmos encaminhar à questão ao MP, que deverá intervir na situação de clamor público. Precisamos que os macaenses apoiem a causa, assinando o documento que está disponível, inclusive em nosso facebook,  para que o projeto vire realidade e termine essa situação difícil a qual somos submetidos diariamente. No dia 29 de janeiro, próxima quarta, faremos mais uma passeata, com início às 16h, em frente à Câmara Municipal dos Vereadores. Convidamos toda a população a comparecer para participar e assinar o documento”, diz.

Apesar de ser pequena, devido à sua notoriedade econômica e ao grande fluxo de pessoas, Macaé se assemelha às grandes cidades do país em muitos pontos, principalmente, em relação aos problemas com o transporte. A questão já é um fardo para quem mora ou passa pelo lugar. A rotina é de muitos engarrafamentos, transporte público ineficiente, poucas vagas de estacionamento, um verdadeiro motivo de stress para toda a população.

O projeto Macaé Flui, criado em 2011, e patenteado por Sandro Azevedo, tem o objetivo de tentar solucionar esses problemas e, quem sabe, ser modelo para outros lugares, visto que o país passa por um momento crítico nesse quesito e a população em geral carece de soluções. Sandro conta que o projeto iniciou com o apoio de cem macaenses que se uniram à causa com a intenção de contribuir ao bem estar dos cidadãos do município e visitantes. Ele explica como funciona o Macaé Flui.

“O Macaé Flui não é um sistema de transporte coletivo. Ele não vem para competir com a empresa que já atua na cidade, vem para somar. Consiste em um Sistema de Transporte Executivo Seletivo de Passageiros, conforme permitido no Capítulo II, do Artigo 9º, parágrafo V da Lei Nº 2444/2003. Trata-se de uma rede de, inicialmente, 100 micro-ônibus executivos confortáveis, que passarão a cada vinte minutos nos pontos de todos os bairros e distritos do município. Esses micro-ônibus serão desenvolvidos especialmente para o Macaé Flui e com muitos diferenciais. Serão equipados com ar condicionado e aparelho de DVD, identificados e higienizados, terão uma vaga para idoso e outra para cadeirante, além de um painel trazendo a informação sobre o número de vagas restantes em cada veículo, evitando paradas desnecessárias e dando mais agilidade ao trajeto. Não será permitido carregar passageiros em pé, o que facilitará a acessibilidade dos cadeirantes que, muitas vezes, nem conseguem entrar nos ônibus devido ao aglomerado de pessoas que obstruem a passagem. Todos esses micros terão GPS para uso da central de monitoramento, que passará a oferecer informações em tempo real sobre os horários e intervalos dos veículos. Também poderá ser feito o controle do número de passageiros, sendo que eles terão mais segurança, com o monitoramento de cada veículo sendo feito em tempo real por câmeras internas e externas, que emitirão os dados direto ao órgão fiscalizador. O projeto inclui, ainda, a possibilidade de fornecimento de dados das rotas aos usuários pela internet e celular”, explica.

De acordo com Sandro, os motoristas da frota Macaé Flui serão cadastrados, uniformizados e identificados com crachá, além de serem qualificados com cursos de direção defensiva e segurança, relações humanas e boas maneiras, curso de higiene no trabalho, instruções para utilização de rampas de cadeirantes, e preparação psicológica e social para atender aos usuários.

Ele comenta que o sistema oferecerá muitas outras vantagens. Entre as principais, estará neutralizar os engarrafamentos e proporcionar que o trajeto das pessoas seja mais rápido, confortável e seguro. “Além disso, haverá um índice menor de poluição do meio ambiente, além de economia para os usuários que possuem carro. Com um transporte público de qualidade, mesmo que custe um pouquinho a mais que o coletivo, muitas pessoas que possuem carro, poderão deixá-lo em casa. Isso reduzirá a emissão de gases poluentes e permitirá que as pessoas economizem com os custos de manutenção dos seus veículos próprios. Sem falar na melhora da autoestima e qualidade de vida das pessoas e da imagem da cidade”, comenta Sandro.

O criador do Macaé Flui salienta também que, mesmo aqueles que não utilizem os micro-ônibus, serão beneficiados, pois o descolamento na cidade será mais ágil, devido ao número reduzido de carros nas ruas. “Um micro carrega 25 pessoas. Dez micros carregam 250. Se cada pessoa deixar seu veículo em casa para usar o Macaé Flui, haverá menos 250 carros nas ruas da cidade. O comércio local também terá benefício, pois é sabido que muita gente deixa de parar no centro para fazer compras, por dificuldade em estacionar. Até mesmo a empresa de transporte coletivo do município se beneficiará, pois se, hoje, uma viagem do Lagomar ao Parque de Tubos leva cerca de duas horas em horário de pico, com o Macaé Flui, o tempo será reduzido pela metade. Estudei os meios e me empenhei muito para criar o projeto. Foi difícil acreditarem nele, mas consegui. Espero e acredito que toda a população abraçará a causa, que foi pensada para o seu benefício. Falta muito pouco para conseguirmos e convoco todos a mudarem o cenário da nossa cidade, assinando a petição”, conclui

 

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