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Informalidade domina mercado das lan houses cariocas

O acesso à internet é o serviço mais utilizado pelos frequentadores das lan houses cariocas, seguido pelos jogos em rede e os serviços de impressão e gravação de CD ou DVD. Respectivamente são de 30%, 15% e 3%,segundo pesquisa concluída pela Riosoft e o Sebrae/RJ no fim de 2009 em lojas dos bairros de Copacabana, Centro e Rocinha. O trabalho identificou que 50% dos negócios são informais.

Para Benito Paret, presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (Seprorj), os dados explicitam as dificuldades enfrentadas por todos os segmentos da Tecnologia da Informação (TI), que enfrentam impostos altos. “Nesse caso os empreendedores ficam na informalidade para fugirem das garras das receitas. É a forma que encontram para sobreviver e gerar renda. Um melhor entendimento do setor público evitaria essa situação, os traria para a legalidade e elevaria a arrecadação dos governos.”

Segundo a pesquisa, na Rocinha, onde é estimada a existência de 50 lojas, 100% delas fazem parte do mercado informal. Apesar dessa realidade, no Brasil o setor conta com cerca de três mil estabelecimentos, gera cerca de sete mil empregos diretos e atendeu no segundo trimestre de 2009 cerca de 20,3 milhões, dos 64,8 milhões de usuários da internet, segundo o Ibope. No universo pesquisado 66,2%, tem até três anos de funcionamento. Deles 73,3%, tem ganhos anuais de até 100 salários mínimos e pagam em média R$ 517,00 reais mensais para seus funcionários.

Para abrir o negócio, 97% dos empresários usaram capital próprio. A maioria das lan houses está em um mercado dominado por homens com idade média entre 36/37 anos. Menos da metade, 44% dos entrevistados, declarou ter entre o ensino médio completo e pós-graduação. O restante, 56%, declarou ter até ensino fundamental completo ou incompleto ou médio incompleto, sendo que na Rocinha estão todos que declararam ter os ensinos fundamental e médio incompleto.

As lan houses, na avaliação da pesquisa, parecem ter seu mercado consolidado na cidade, mas a gestão dos negócios ainda está em estruturação. Delas 58,1% possuem cadastros de clientes, porém não os utilizam como um instrumento de fidelização. Também não se dedicam à capacitações eficientes de seus funcionários. A preocupação com o meio ambiente não faz parte do cotidiano e 49,3 % não dão destino certo para o lixo eletrônico, por exemplo.

Inicialmente difundido na Coréia do Sul em 1996, o conceito de lan house virou uma revolução nas opções de entretenimento e serviço, por meio de uma rede local de computadores. Em 1998 elas chegaram ao Brasil, mas tiveram seu “boom” em 2000. Na cidade do Rio de Janeiro as lan houses começaram em Copacabana e se espalharam pelo município.

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