Secretaria de Educação de Casimiro de Abreu dá início à Campanha Antibullying
Postado por BigPop em 14/4/10 • Na editoria Educação e Cultura
O Departamento de Ensino da Secretaria de Educação de Casimiro de Abreu já começou a trabalhar nas escolas, no início desta semana, a Campanha Antibullying (bullying é um termo usado para definir o uso do poder ou da força para intimidar ou perseguir os outros na escola).
Os diretores das 20 escolas municipais receberam nesta semana um kit com camiseta, um DVD com uma palestra e textos sobre o assunto para serem trabalhados com os professores da rede. “Além dos textos, os professores receberam sugestões de atividades para identificar e combater as agressões”, explica a diretora do departamento de ensino, Cremilda Couto.
O trabalho é coordenado pela psicóloga Leila Márcia e pelo professor Wanderley Gomes que fizeram um questionário com alguns alunos para identificar quais as agressões mais constantes e o horário em que acontecem. Os dados estão sendo apurados e a partir do resultado, segundo Cremilda, será possível agir de forma mais imediata e direta para combater casos de bullying.
Os pais também são envolvidos no trabalho, através das reuniões. Eles serão orientados a identificarem se os filhos sofrem ou não agressões na escola, ou se agridem os colegas. Todas as unidades de ensino contarão com palestras sobre o assunto ao longo do ano, já que a idéia da Secretaria de Educação é fazer um trabalho contínuo e o monitoramento das ações e resultados.
“O bullying pode prejudicar muito o aprendizado e a vida do aluno já que isso interfere na sua visão da escola, na auto-estima e no respeito ao próximo”, ressalta a coordenadora.
Bullying - O bullying é um comportamento recorrente e causa baixa estima e insegurança, principalmente nos jovens e crianças. Normalmente existem três tipos de envolvidos em uma situação de violência moral: o expectador, a vítima e o agressor.
No Brasil, o bullying ainda é pouco pesquisado, comentado e estudado, motivo pelo qual, não há indicadores que forneça uma visão global para compará-lo aos demais países. No Rio, há um projeto desenvolvido pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) com 11 escolas públicas e particulares. Mas ainda há poucas iniciativas relacionadas ao combate do bullying em escolas do Brasil.
Rosana Nogueira, mestre em Educação e Ciências Sociais pela PUC/SP e estudiosa do assunto, cita em um artigo que pesquisadores de todo o mundo estão atentos ao fenômeno com aspectos preocupantes quanto ao seu crescimento e também por atingir faixas etárias inferiores, relativas aos primeiros anos de escolaridade. Estima-se que em torno de 5% a 35% de crianças em idade escolar estão envolvidas, de alguma forma, em atos de agressividade e de violência na escola.
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