Cabo Frio recebe o espetáculo “Corpo Vivo – Carrossel das espécies”

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Corpo Vivo Carrossel das EspeciesDepois de estrear em São Paulo em setembro do ano passado e percorrer 27 cidades do interior e capitais de outros Estados, o espetáculo do coreógrafo Ivaldo Bertazzo, “Corpo Vivo – Carrossel das espécies”, teve sua estreia no Rio de Janeiro.

A primeira apresentação no Estado aconteceu na capital nessa segunda-feira, dia 27, no Espaço Tom Jobim. Até meados de agosto as apresentações seguem no Rio passando, inclusive, por Cabo Frio.

O Teatro Municipal da cidade recebe o espetáculo nos dias 19 e 20 de julho, às 20h, com entrada franca. A classificação etária é livre.

De maneira lúdica e bem humorada “Corpo Vivo” traz para o palco uma das principais reflexões do homem: a preservação e a degeneração do corpo. Com roteiro de Marília Toledo, assistência de direção de Suzana Mafra e iluminação de Wagner Freire, o espetáculo pretende representar a evolução da espécie humana, comparando-a com a dos répteis, pássaros, peixes e quadrúpedes, por meio da dança, da música e de textos que percorrerão o teatro-dança.

O ator Rubens Caribé dá vida à história de um monge que dedica a existência não apenas à filosofia, mas também a estudos sobre a anatomia de diversas espécies, com o objetivo de encontrar a perfeição. Em cena, os encontros possíveis desse monge e de outros personagens, como um maestro que dirige um coral de bichos, um professor de organização dos músculos da face com os animais que ele pesquisa, num embate de atração e inveja em relação as suas características. A mezzo soprano Regina Elena Mesquita também dá voz a uma mãe, uma égua e uma camareira, num repertório musical insólito, que mescla Nino Rota, uma canção iídiche, The Carpenters e canções regionais brasileiras.

O espetáculo tem momentos de interatividade para que o público se dê conta da importância do corpo como o instrumento de todas as ações cotidianas, que passam despercebidas, mas que são vitais ao ser humano. A respiração, o ato de piscar, a deglutição, são ações mecânicas e involuntárias que nem passam pelo nosso pensamento no dia a dia. Mas se algo der errado com uma dessas ações, o corpo para.

O trabalho do professor e coreógrafo Ivaldo Bertazzo, que estuda o corpo humano há 35 anos, vai além do espetáculo: difunde não só um método próprio de Reeducação do Movimento, como também oferece aos seus 18 bailarinos, jovens de periferia, a oportunidade de expressão e, ainda, aos profissionais de áreas multidisciplinares (fisioterapia, fonoaudiologia, educação física, psicologia, etc.) e leigos, uma nova possibilidade de aprendizagem com workshops e oficinas.

A Cia. TeatroDança Ivaldo Bertazzo, composta de 18 bailarinos, de 18 a 24 anos, é modelo exemplar de projeto social que culmina com a capacitação de profissionais, que dançam, tocam instrumentos, cantam e ministram aulas na periferia de S. Paulo, desde 2003. O projeto foi desenvolvido em parceria com o SESC SP.

As Leis de Incentivo à Cultura e o apoio da iniciativa privada têm sido de vital importância para a difusão do trabalho da Cia. TeatroDança Ivaldo Bertazzo, que originariamente surgiu com o Projeto Dança Comunidade, em parceria com o SESC-SP, patrocinado pela Petrobras e pelo Instituto Votorantim a partir de 2003, e da manutenção e profissionalização desses mesmos jovens no mercado de trabalho. A crença em um mundo melhor não reside na utopia e sim num empenho cotidiano desse educador que teima em reeducar corpos, quer sejam eles de bailarinos ou pessoas comuns. Esse tem sido o grande desafio de Bertazzo que, como artista e professor, já emocionou multidões do Brasil e de outros países com espetáculos como Samwaad, Milágrimas, Mar de Gente e Noé Noé deu a louca no convés.

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