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Biossegurança – Segurança de vida

Carla Araújo

Enquanto novas técnicas odontológicas avançam rapidamente em busca do “sorriso perfeito”, não podemos esquecer os controles e segurança na infecção.

Na década de oitenta, com o aparecimento dos primeiros casos de AIDS, surge um novo conceito de atendimento médico-odontológico e uma mudança brusca nos hábitos na área da saúde. Buscando o aumento de segurança e proteção, profissionais da área médica e odontológica modificaram drasticamente suas condutas de atendimento em ambientes ambulatorial e cirúrgico.

Doenças emergentes como AIDS, Hepatite C, Tuberculose Multirresistente e Pneumonia Asiática, dentre outras, são atualmente o principal foco de preocupação da OMS (Organização Mundial da Saúde). Esta elegeu inclusive a HEPATITE C como DOENÇA DO TERCEIRO MILÊNIO (assintomática em 90% dos casos, não existe vacina, tratamento de alto custo e de fácil transmissão em atividade de risco).

O consultório odontológico é, em princípio, um ambiente de promoção de saúde, mas poucos imaginam que a equipe odontológica muitas vezes atua como disseminadora de doenças que acometem a todos - profissionais e pacientes.
A Biossegurança Odontológica basicamente é sustentada por três grandes pilares:

Proteção Individual (profissionais (óculos, gorro, máscara), pacientes (óculos, gorro) e descarte dos resíduos (sugadores, agulhas descartáveis).
Desinfecção e Trocas de Barreiras (condutas no atendimento, materiais descartáveis).
Esterilização e Monitorização.

Embora a utilização da estufa - método de esterilização por calor seco não seja permitida em serviços hospitalares, infelizmente a maioria dos CDs ainda utiliza a estufa como método de esterilização.

Atualmente é importante destacar a eficiência e praticidade da autoclave - método de esterilização por calor úmido sob pressão - utilizada em todos os serviços hospitalares. Destacam-se também os autoclaves de ciclo rápido, que aperfeiçoam ainda mais o tempo do Cirurgião-Dentista.
Além da esterilização através da estufa e autoclave, métodos químicos são comumente utilizados para materiais termos-sensíveis. O mais utilizado é o glutaraldeído a 2% por dez horas. Há uma novidade no mercado: o ácido peracético, que além de ser biodegradável, esteriliza em uma hora.

A esterilização é um assunto bastante polêmico e gera inúmeras dúvidas, sobretudo quanto à escolha dos métodos e a monitorização. O ideal é associar o melhor custo-benefício à segurança do paciente.

Onde circula o perigo
Consultório dentário pode pôr em risco saúde de profissionais e pacientes.

O consultório dentário é, a princípio, um ambiente de promoção de saúde. Mas poucos imaginam que pode ser também um lugar de propagação de doenças. Materiais esterilizados incorretamente, equipes sem o devido equipamento de proteção e procedimentos clínicos inadequados podem contribuir para que infecções sejam transmitidas do paciente para o dentista e deste para outro paciente, ou até de um paciente para outro através de instrumental e objetos contaminados — processo conhecido como “infecção cruzada”. Para que os consultórios se tornem mais seguros para os dentistas e para os próprios pacientes, é necessária a correta desinfecção de superfícies contaminadas e utilização de barreiras, além da eficiente esterilização dos instrumentos, após cada troca de paciente. Outra medida segurança: “Ao aplicarmos no paciente um bochecho prévio ao atendimento, à base de clorexidina, o índice de contaminação gerado pelo aerossol - muito comum nos consultórios dentários e responsáveis pela proliferação de microrganismos — pode ser reduzido em até 95% durante a primeira hora de atendimento.”

Saiba mais sobre esterilização e o Selo Biológica Qualidade em Biossegurança no site www.biossegurancaodonto.com.br.

Carla Araújo é Cirurgiã Dentista e Estomatologista

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